Tabernáculos 2017 – Yerushalaym, a cidade de Deus

Sendo o tema “Cidade de Deus” escolhido para conduzir as celebrações da Festa dos Tabernáculos deste ano, cumpre-nos o desafio de reconhecer o papel que Jerusalém vivido ao longo de milénios e a responsabilidade que pesa sobre ela, como agente de profecia, que converge em si, os planos do Eterno Deus.

A história de Jerusalém é milenar, profunda, complexa, mas prevalecente por ser eterna. Jerusalém surge no dia em que no Reino dos Céus foi decretado inaugurar a Sua filial na terra. Geograficamente, Jerusalém foi igualmente premiada como centro, o umbigo da Terra, gerindo as coordenadas dos hemisférios e continentes.

Antes que chegasse o momento, o Deus de Israel, não revelou pistas, coordenadas ou a exatidão do local. A Abraão, Jacó, Moisés e alguns outros apontou para “o lugar” onde desde a Criação cunhara o Seu Nome, habitava e faria convergir as promessas, as Alianças e o Seu Povo para adorá-Lo (Gen. 2:3-5; Deut. 12:5-11; II Cron. 6:6). Em Hebraico, “o lugar” é designado por “Ha-Makom”, que encabeça os muitos títulos de Jerusalém, que a tornam absoluta, elevada, distinta em toda a terra, e prevalecente de geração em geração.

Sendo muito mais que um lugar delimitado e físico, foi pela exclamação de Jacó que “Ha-Makom”, “o lugar”, tornou-se notório na terra: “… na verdade o Senhor está neste lugar, e eu não sabia… Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos Céus” (Gen. 28:16-17). Jerusalém, Yerushalaym, não só é na terra um marco da fidelidade e do amor de Deus pelo redenção do homem, como é ainda a mostra da Cidade de Deus no plural (sendo as duas cidades unidas numa só), que abrange tanto a cidade física e temporal, como a divina e eterna.

O que esta Jerusalém física representa no plano espiritual, tem atraído no plano físico os sentimentos mais controversos, as discussões mais calorosas, os ataques mais ferozes, os dominadores mais malignos e destrutivos, os projetos mais insanos e decadentes.

A sua História atribulada mas gloriosa, transcorre ao abrigo das profecias e promessas do Eterno, das quais se destacam as palavras do Messias: “Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos deles se completem” (Lucas 21:24). Esse “até que”, cumpriu-se quando a desolada e dominada Jerusalém, em 1967 retornou, para os seus legítimos herdeiros, o povo de Israel, que ansioso esperava reanimar o coração da Nação, reerguer a Cidade de Deus.

A Profecia dos Dez Jubileus

Porque nada fica encoberto, o cumprimento profético obriga a muitas novidades e revelações. Assim, há menos de um década, tornou-se notícia global, a “Profecia dos Dez Jubileus”, declarada pelo rabino Judah Ben Shemuel, um sábio e prestigiado Judeu alemão, estudioso das Escrituras, e autor de muitos
apreciados livros, que enriqueceram a Biblioteca Judaica na Diáspora. No inicio do século 13, profetizou o que como se desenrolaria a História de Jerusalém através da contagem sucessiva dos Anos do Jubileu, como ordenada na Torah em Levítico 25:8-13. Conforme previu, assim aconteceu 300 anos após a sua morte, em 1217:

  • 1517 a 1967: Jerusalém foi conquistada e governada por 8 Jubileus: por 400 anos (50×8), Jerusalém foi dominada pelo Império Turco-Otomano e depois libertada pelo Império Britânico
  • Jerusalém seria “terra de ninguém” por um Jubileu: de 1917 a 1967 Jerusalém ficou subordinada a instancias e leis internacionais, repartida no seu território.
  • Em Junho de 1967, cumprindo o 10º Jubileu: Jerusalém foi retomada na Guerra dos Seis Dias pelo Exército de Defesa de Israel e reunificada, passando para o governo e controlo de Israel.
  • Findo o 10º Jubileu, no 11º, dar-se-ia inicio à “Era Messiânica”.

O Maior Sinal e Milagre da História

O maior sinal e milagre da História de Israel chama-se “Yerushalym”. Contrariando todas as vontades e previsões, desde o dia 05 a 10 de Junho de 1967 (dominada há 1.900 anos), devastada e entrincheirada, mas na mira da agenda profética de Deus, de Israel e do seu Exército, travou uma renhida guerra aberta contra os exércitos de Egipto, Jordania e Síria, fortemente apoiados na retaguarda por outros seis países árabes e muçulmanos do Médio Oriente, que ficou registada como “A Guerra dos Seis Dias”.

Há 50 anos atrás, findando um Jubileu, Israel viveu dias de uma desproporcional, sangrenta e aterradora batalha que não se sabia o fim, valendo-lhes o Senhor dos Exércitos, as Suas hostes de Anjos e inúmeros os milagres que todos os dias aconteciam, nas várias frentes de batalha por todo o território.

Com estratégias certeiras, Israel conseguiu destruir as bases aéreas do Egipto, Jordania e Síria. Em Siquém, os árabes fortemente armados, confundiram os soldados Israelitas com os iraquianos, que deveriam razer reforços, a cidade e a região ocidental foi tomada sem resistência; a norte, nos Montes Golan, os sírios debandavam e fuga por terem visões aterradoras de Abraão a mandá-los retirar.

No Egipto, os soldados começaram a fugir tendo visões de um exército de anjos e muitos tanques e Israel tomou a Península do Sinai e a faixa de Gaza; as granadas arremessadas contra camiões e material de Israel, não explodiam e eram desactivadas. No 6º dia, com as demais frentes dominadas, restava Jerusalém por conquistar.

Israel tinha a mira das nações apontada, obrigando-a a um cessar fogo imediato, mas uma repentina mudança
de posição do rei Hussein da Jordania, deu a Israel o tempo necessário para destruir as estruturas do inimigo, entrar em Jerusalém e retomá-la. Quando o primeiro batalhão chegou à porta de Sião, um velho e magro árabe abriu-lhes a porta, saudando-os:

“Venham que vos mostrarei o caminho, pois chegou
a hora de retornarem à vossa Cidade.”

Conta-se que dias antes da batalha, na Cidade de Jerusalém, deambulava um piedoso e velho Judeu, que em alta voz anunciava a todos esta guerra, a intervenção sobrenatural de Deus, e a retumbante vitória. Naqueles dias, enquanto a moral do inimigo estava em alta e confiante, o Exército de Israel era quatro vezes menor em número, encontrava-se temeroso e preocupado, qual David perante o invencível Golias.

Foram seis dias intensos e exaustivos, seis dias em que da fraqueza extraíram forças, da esperança a fé; seis dias lutaram, mas ao sétimo, “descansaram”, e retomaram Jerusalém para sempre! Depostas as armas, contados os milagres, reunidos os consensos, a época, o futuro Presidente de Israel, Ezer Weizmann, concluiu rendido: “Foi o dedo de Deus!”

Este ano conclui-se o 1º Jubileu da Jerusalém reunificada,  da indivisível capital de Israel. Certamente um marco profético muito significativo, que nos faz vibrar  de alegria e gratidão, por podermos entrar pelas Suas portas, em paz, usufruirmos das suas riquezas, da sua hospitalidade, e com tantas nações celebrarmos
ao Rei Yeshua na Sua Santa Cidade.

Desfrutem da fidelidade do Deus de Israel, desfrutem
do sabor da vitória, desfrutem de “Yerushalaym”!

Ap. Carla Melo
ICEJ – Portugal 

 

fonte: https://www.cityisrael.net/copia-fotos-city